Estou de mudança para SP. Irei trabalhar na Plataforma Tecnologia. Para não ter que repetir a história várias vezes para familiares e amigos eu decidi fazer este post para auxiliar na minha preguicinha de contar e recontar. Os preparativos da mudança ficará para outro post, provavelmente quando o post sobre abertura de empresa sair. Vamos ao que interessa: a viagem.
Saímos de Aracaju/SE hoje, dia 21/01, às 5h00. Um pouco mais tarde do previsto pois colocar fralda e preparar as caixas de transporte dos gatos (Carvão e Duque) e da cadela (Cristal) foi um pouco cansativo. Ah, também acordamos 20 minutos atrasados e um pouco mais lentos que o normal devido ao sono.
Sim, levamos os nossos bichos. Tivemos que fazer toda a consulta médica, atualizar carteiras de vacinação, autorização de viagem, sedativo e comprar as caixas de transporte (os que precisavam). Quem conhece a minha esposa e meu filho sabe como eles gostam dos bichanos.
Como fomos nos despedir de meu cunhado aproveitamos e pegamos o caminho para Estância através do Mosqueiro. Caímos na estrada e ela estava muito boa. Apenas quando chegamos próximo a BR 101 que o asfalto ficou um pouco ‘remendado’.
Tínhamos duas opções em mente. Ir direto pela BR 101 ou ir para Salvador e depois pegar o Ferry Boat. Indo pelo Ferry Boat tínhamos a parte positiva de andarmos um pouco menos e seguirmos pela Linha Verde. Porém teria o trânsito de SSA, o tempo de espera para embarque mais o tempo da travessia. Acabamos optando por ir direto pela BR 101.
Durante o trajeto usamos o GPS do Android, ajudava apenas quando tinha internet, e o mapa do guia 4 rodas. Não é o mesmo tipo do que usamos (Eu e meu avô) quando viajamos pelo Nordeste. Este é mais simples. Sem as marcações das estradas pelos estados, etc.. Usamos o WhatsApp e o foursquare para atualizar os familiares e amigos.
O caminho foi tranquilo entre as cidades. Passamos por Cristinápolis, Entre Rios, Esplanada, Feira de Santana. Durante um pedaço teve alguns caminhões a mais. Mas nada que a ultrapassagem segura não resolvesse. Depois deste trecho tiveram algumas complicações que irei colocar nos pontos a ressaltar no final do post.
Eu havia feito o cronograma para ficarmos em Eunápolis/BA porém errei o cálculo e acabei fazendo como sendo a distância de Aracaju para Itabuna. Pelo trajeto percorrido achávamos que conseguiríamos chegar em Teixeira de Freitas/BA. Mas acabamos rodando 863 Km e ficando em Eunápolis mesmo. Como tomamos um café reforçado a la caminhoneiro em restaurante de estrada (cuscuz com carne ensopada e suco de laranja) não paramos para almoçar, assim aproveitamos o tempo para rodar mais. Tínhamos frutas e suco que ajudou a não ficarmos com fome e diminuir as pausas. Fizemos apenas 2 paradas (abastecimento, alongamento e sanitário).
Neste momento estamos em Eunápolis e em um hotel onde aceitou os nossos bichos. Claro que já havia sido feito o contato antes com eles. Os bichanos estão todos quietos e ainda com um pouco do efeito do sedativo. Chegamos por volta das 17h (horário de Aracaju).
Alguns pontos a ressaltar sobre o percurso:
- Poucos caminhões durante o trajeto. Não sei se por ser sábado tinha menos ou se estavam usando mais o trajeto que passa por MG.
- Alguns motoristas imprudentes que faziam ultrapassagens perigosas. Tinha gente que ultrapassava quem já estava ultrapassando e usando o acostamento. Lamentável. Em alguns casos quase houveram acidentes.
- Encontramos dois carros envolvidos em acidentes. Um era uma caminhonete capotada. Pelo que vimos achamos que perdeu o controle em uma curva e o barranco de terra deve ter virado ela. Outro era um Honda Civic que adentrou a vegetação na beira da estrada e bateu em alguns arbustros.
- Muita curva. Muita mesmo. Algumas eram abertas e conseguia-se manter a velocidade. Outras nem tanto. Era saindo de uma e entrando em outra. Agora você imagina ficar atrás de dois caminhões com produtos tóxicos níveis 5.1 e 8 nestas curvas? Muito #tenso. Pior ainda quando souber do próximo item.
- O clima estava nublado próximo ao Abaís/SE. Teve uma chuva no início da Bahia mas foi tranquilo. Agora quando estávamos entre Itabuna e Eunápolis caiu o mundo. De tal forma que pensei em parar. Mas e o medo de uma carreta passar por cima? O acostamento era minúsculo, quando existia. Neste trajeto tinham alguns deslizamentos com pedras (isto, pedras! Rocha! Não era de terra não) e acostamento que tinha sido engolido. Tiveram momentos onde quase não conseguíamos ver direito o carro na nossa frente. Mas fizemos um grupinho (Eu, um gol branco e um 307) e fomos juntos durante um bom pedaço.
Um ítem que vale a pena contar é que ontem a noite quando fazíamos a última verificação no carro, fizemos toda revisão do carro e checklist, vimos que a luz de freio direito estava apagada. Imagina que horas foi isto!? 17h55!! Em um dia onde tinha Pré-Caju e a cidade parou! Conseguimos encontrar um lugar para trocar na Av. Explosão (aka Av. Edésio Vieira de Melo) na hora que o cara estava fechando o lugar. E, claro, já era depois das 18h. Mesmo se preparando e deixando tudo certo, ainda pode existir imprevistos
Faz muito tempo que não pego estrada. A última vez foi a 5 anos e foi de moto. Sair para uma cidade vizinha ou ir a uma praia próxima não conta, ok!? Mas acho que o balanço do primeiro foi tranquilo. Agora é descansar e prepararmos para o próximo dia.
Algums fotos deste primeiro dia (apenas as do meu celular, por enquanto):










